Entrevista com Myster Deekay

Descobri que a música sempre fez parte de mim…Myster Deekay

Por F.M

Myster Deekay, compositor e escritor. Um jovem que desde os 12 anos gosta de fazer música. A sua fé e crença têm sido a arma principal, embora ter passado momentos de incertezas mas, coadjuvado pelo grupo H2SO4 na época amadureceu e hoje é um diamante lapidado que espera ser reconhecido a nível nacional e internacional, a fim de levar a cultura angolana para todos os lugares.

 Em entrevista ao Hold on Angola, o artista Myster Deekay, sublinhou que o Ministério da Cultura deveria criar mais oportunidades para novos valores mostrarem o seu trabalho sem ter que passar pela corrupção como tem acontecido e inserir a música como profissão em Angola. Compartilhou sua trajectória artística e algumas interferências durante a mesma; Falou sobre o videoclipe para a canção "fofoca" estilo Semba que se vai realizar no dia 29 de Dezembro no distrito do Sambizanga, trazendo consigo muita qualidade e pontos valorosos.

 


Acompanhe aqui sua entrevista!

 

1. Como se sente sendo entrevistado pela Hold on Angola?

 R: É um prazer enorme, imbuído a um sentimento de alegria por ter o prazer de confabular com a Crisóloga " HOLD ON ANGOLA".


 2. Quem é o Myster Deekay?

 R: Na verdade é Myster " pois vem de Mystery" Mistério.

 O Myster é um jovem que ama fazer música, desde os 12 anos ligado a música, que tem o sonho de conquistar o mundo com seu talento, Escritor, Compositor... O Myster vence barreiras para atingir os objectivos preconizados.


 3. Por que a música?

 R: Olha é uma pergunta muito pertinente... Desde pequeno eu fazia sempre as minhas cantorias, e uma vez enquanto estava com a minha irmã a cantar no nosso quintal, uma jovem fez menção que a minha voz é boa para cantar, ali comecei a prestar mais atenção e descobri que a música sempre fez parte de mim.


 4. A música para você é? As suas músicas se relacionam com as causas sociais, ou também está ligada à outros paradigmas?

 R: Para mim a música é uma forma de exprimir o que sentimos, é tipo um grito de liberdade, uma chamada de atenção onde é associada uma certa " suculentabilidade". E nas minhas letras trago sempre uma mensagem para despertar a sociedade.


 5. Onde você encontra forças para escrever suas músicas?

 R: Encontro inspiração em tudo, e até tenho a capacidade rápida de compor, basta encontrar uma situação que me chame atenção ou um tema pertinente.


 6. O que vemos hoje em Angola são trabalhos de altíssima qualidade (assim como seu) feitos de forma independente. O desafio é como alcançar o público. Cite as dificuldades encontradas. Você já pensou em desistir de tudo, e como tem feito para superá-las?

 R: Olha, já pensei em desistir, varias vezes... Mas nessas várias vezes me peguei escrevendo uma música, as derrotas eram muitas desde a dificuldade de pagar uma gravação à falta de técnica vocal mas, decidi por 5 anos apostar na minha formação e surgir mais forte.

 Para superar as dificuldades conto com o apoio de familiares, amigos, fãs e adeptos, que me apoiam como podem para eu puder seguir frente.


 7. O que você não fez na carreira e acha que deveria ter feito?

 R: Eu devia ter confiado mais em mim... Devia ter acredito que podia conseguir vencer, duvidei varias vezes de mim mesmo e por isso me juntei a várias pessoas para no intuito de ter um grupo de música, apenas um grupo me fez amadurecer e seguir em frente sozinho " H2SO4" era o nome do grupo.

 Quanto ao resto acho que não era hora para fazer, a hora é agora.


 8. Qual é o seu maior sonho?

 R: Ser um músico reconhecido nacional e internacionalmente, levar a cultura nacional à todo lugar, e fazer as pessoas saberem que há um país " chamado ANGOLA", que tem músicos com qualidade, tal como alguns músicos já o fazem.

 

9. Conte-nos sobre o videoclipe que será realizado no dia 29 de Novembro. Por que no distrito de Sambizanga? E que expectativa podemos esperar?

 R: Sambizanga, porque foi onde comecei a dar os meus primeiros passos, onde tive derrotas e onde pretendo iniciar a saga de vitórias. Desde vídeo podemos esperar o "renascer das cinzas do Semba" e do "Myster". Podem esperar muita qualidade e um vídeo clipe com pontos valorosos.

 

10. Por que “fofoca”? Relaciona-se com? Você teve dificuldade em escolher o título e os participantes?

 R: Essa música é baseada em um facto real, que numa manhã ao sair para ir trabalhar ouvi as minhas vizinhas a discutir, daí me despertou interesse em fazer uma música que falasse desse tipo de assunto.

 O Titulo foi fácil devido a fluidez na composição. Já os participantes foi muito difícil seleccionar pois existem muitas pessoas talentosas que podiam fazer parte, mas dentre estas escolhi aquelas me de inspiraram maior confiança e espírito de equipe, associado ao talento individual.

 

11. Não estando vinculado a uma produtora, mas fazendo os seus trabalhos na "New Dreams" a título de " Trabalho independente ", sente-se confortável em trabalhar desta forma?

 R: Na verdade todo músico gostaria de trabalhar com uma produtora, e não me sinto muito confortável a trabalhar desta maneira porque, há muitas coisas que se tornam difíceis no trabalho independente. Para colmatar, solicitei apoio aos meus benquistos e com a resposta positiva deles hoje tenho uma equipe de apoio bem coesa que vai ajudando até aparecer uma produtora.


12. O que represente o senhor Filipe Sanimba pra você? E qual é vossa relação fora dos Estúdios?

 R: Filipe Sanimba é um irmão de longa data, passamos por muitas batalhas juntos fora da música, depois disso nos encontramos de modos que ele aderiu ao projecto. Hoje ele é um líder, um irmão... As suas mãos (muito capazes) deram outra vida ao projecto. Fora da música é o meu Padrinho de casamento, irmão e amigo.

 

13. O que falta em Angola para que a música possa realmente ser classificado como uma profissão?

 R: Na minha modesta opinião o ministério da Cultura devia por a mão para o reconhecimento da música como profissão visto que actualmente já é possível viver da Música. Pes embora a UNAC " Defende " os direitos dos artistas ainda falta fazer muito para o reconhecimento como profissão.

 

14. Faça uma análise da música angolana internamente e no fórum internacional?

 R: Actualmente a música angolana internamente já ganhou proporções e maior aceitação, já no que toca a parte internacional também são notórios uns poucos avanços, mas há que se fazer mais.

 

15. Quais são os desafios de um Ministério da Cultura? E se fosse você “o homem da caneta”. O que faria?

 R: O Ministério da Cultura tem um papel preponderante para a valorização cultural, emancipação e não só.

 Sendo que a cultura não é apenas a música o Ministério como tal tem que criar metodologias infalíveis para tornar a cultura de um país se torne mais reconhecida.

 Nas vestes de ministro da Cultura, poderia investir mais na formação dos artistas em todos os sectores.

 Visando a termos artistas formados para terem mais noção do valor das suas obras...

 Dar maior expansão as artes a partir da criação de locais onde os artistas de todas as esferas sociais pudessem fazer apresentação de suas obras.

Criar mais oportunidades para os novos valores poderem mostrar o seu trabalho sem terem que passar pela corrupção como tem sido.


16. Considerações finais e agradecimentos.

 R: Estamos aqui para cada um dar uma pincelada neste quadro da arte, onde poderemos dar o nosso contributo para o desenvolvimento desta Angola no âmbito Cultural. Agradeço desde já a oportunidade cedida, a minha equipe: Cândida Faria, Filipe Sanimba, Leandro Mendes, Joana Andrade, Joana Flora, Nilson, Paulo Nevada, Stela Alves, Ofélia, Eurico Bravo, Elvira Maya, pes embora fui telegráfico nas minhas explanações, foi boa a iniciativa. Gozo do Beneplácito Divino que vos possa expedir a um alvitre de acontecimentos jubilosos.

Fim

 

 

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